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Por que RJ pode ter eleição indireta, com Bacellar preso e Castro candidato

  • 8 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Imagem: Reprodução/Instagram


O que aconteceu

Comenta-se nos bastidores que Castro quer se candidatar ao Senado nas próximas eleições. Para isso, ele precisaria deixar o cargo de governador até abril de 2026, de acordo com a legislação eleitoral.


Atualmente, o governador do Rio não tem mais vice. Em maio, Castro indicou seu então número 2, Thiago Pampolha (MDB), para o Tribunal de Contas do Estado. Pela Constituição fluminense, Pampolha assumiria o comando do estado caso Castro deixasse a função. Sem o vice, a atribuição caberia ao presidente da Alerj.


Com prisão de Bacellar, presidência da Alerj ficou indefinida. Pela Constituição estadual, a prisão precisa ser autorizada pela Casa, num instrumento para evitar perseguições políticas. Após a prisão, a Alerj precisa ser notificada pela Justiça e resolver sobre a situação com votação decidida por maioria simples (36 votos).


O que se diz no Rio é que há grande chance de a prisão ser derrubada, o que não seria inédito. Em 2017, a Alerj derrubou um pedido de prisão contra Jorge Picciani (MDB), então presidente da Casa, determinado pelo Tribunal Regional Federal. Posteriormente, a Justiça reestabeleceu a prisão de Picciani.


Membros de PT, PSD e PSOL já anunciaram que votarão pela manutenção da prisão. "Vivemos uma crise institucional muito grave", afirmou ao UOL o deputado Flávio Serafini (PSOL). "Um deputado está preso, acusado de envolvimento com tráfico de armas. O presidente da Alerj foi preso por vazar informações para ele e orientar a destruição de provas. E o governador pode ser cassado a qualquer momento. O Rio não é para principiantes."


Mas aliados de Bacellar são maioria na Casa. Isso reforça a expectativa de que ele, que integra a base de Castro, tenha o pedido de prisão negado pelos colegas. A votação deve acontecer na próxima segunda-feira (8).


Se a prisão de Bacellar for mantida, o previsto é que o primeiro vice-presidente da Alerj assuma o comando da Casa. Foi o que aconteceu em 2017, quando Wagner Montes (PRB) assumiu a função após a prisão de Picciani ser reestabelecida. Hoje, Guilherme Delaroli (PL) é o primeiro vice-presidente da Casa.


Caso o primeiro vice da Alerj assuma a presidência em exercício, há quem entenda que ele não passa a fazer parte da linha sucessória do governador. Dentro desse entendimento, Delaroli precisaria ser eleito presidente pelos pares para, aí sim, assumir o Palácio Guanabara.


Se o governador sair e a presidência da Alerj estiver vaga, a Constituição determina que o comando do estado fique com o presidente do Tribunal de Justiça. Hoje, o cargo é ocupado pelo desembargador Ricardo Couto de Castro. Empossado, ele —ou o novo chefe da Alerj, caso já tenha sido eleito— deve convocar eleição indireta, na asssembleia, 30 dias após a saída do governador.


Aliado de Castro, Bacellar era cotado para disputar o governo do Rio em 2026. Eleito pelo Solidariedade em 2018 e reeleito pelo PL em 2022 (antes de migrar para o União Brasil, em 2024), ele presidiu a Alerj em 2023 e foi reconduzido ao cargo por unanimidade neste ano. Em 2021, foi secretário de governo.


Defesa de Bacellar diz que prisão é "totalmente desproporcional". O advogado Bruno Borragine declarou à imprensa que Bacellar está bem e "confiante" de que a prisão não será referendada pela Alerj. Ele também nega conduta criminosa do deputado.


Rodrigo não praticou nenhuma conduta ativa para tentar burlar a Justiça e o processo, muito menos para auxiliar em eventual impedimento de provas ou destruição de provas.

Bruno Borragine, advogado de Rodrigo Bacellar (União).



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