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TRE-RJ tranca ação contra bispo Samuel Ferreira, e envia caso de Eduardo Cunha ao STF

  • 18 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

 Justiça Eleitoral apontou 'falta de justa causa' para mantê-lo como investigado em caso de suspeita de lavagem de dinheiro iniciado na Lava Jato. Ministério Público pode recorrer.


Bispo Samuel Ferreira, ex-diretor da Assembleia de Deus — Foto: Reprodução
Bispo Samuel Ferreira, ex-diretor da Assembleia de Deus — Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu trancar a investigação contra o bispo Samuel Cássio Ferreira, ex-diretor da igreja Assembleia de Deus, por suposta lavagem de dinheiro. A decisão é do juiz Bruno Monteiro Ruliere e foi assinada no último dia 18 de junho.


O caso é um desdobramento de apurações da operação Lava Jato. A investigação tratava de doações de R$ 250 mil feitas pela empresa Piemonte Empreendimentos, ligada ao delator Júlio Camargo, à Assembleia de Deus, quando Samuel Ferreira era um de seus diretores.


Segundo a Procuradoria-Geral da República, os pagamentos — feitos em duas parcelas de R$ 125 mil em agosto de 2012 — teriam servido para ocultar o pagamento de propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ).

 

O magistrado acolheu uma decisão anterior do próprio TRE-RJ, que concedeu habeas corpus e determinou o trancamento do inquérito policial e da notícia-crime que envolviam o religioso, apontando a "falta de justa causa" para mantê-lo como investigado.


Caso de Eduardo Cunha seguirá no STF


  Foto: Reprodução, Justiça Federal
Foto: Reprodução, Justiça Federal

Na mesma decisão, o juiz determinou o envio dos autos ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde será analisado se o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha continuará respondendo pelo caso, assim como os outros dois investigados na ação, Júlio Camargo, que atuava como operador financeiro; e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

 


O que dizem os citados

O advogado de Samuel Ferreira, Daniel Bialski, comemorou a decisão e disse que a investigação não se sustentava juridicamente.


“Acertadamente e com a expressa concordância do Ministério Público, o TRE-RJ determinou o trancamento do inquérito policial, reconhecendo o excesso, a falta de justa causa e assim determinando seu arquivamento sumário”, afirmou.


g1 entrou em contato com os outros citados. Os advogados de Eduardo Cunha e de Júlio Camargo informaram que não querem se pronunciar neste momento. O advogado de Fernando Soares não retornou os contatos.

 

 
 
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